17 de agosto de 2005
E o pulso ainda pulsa, pulsa, pulsa...
>>Pensa: Voltando ao dias normais...
>>Sente: Ansiedade
>>Sonho do dia: Aquele patifas
Talvez certas coisas não foram feitas para terem nexo, mas eu gostria que tivessem, isso orienta as pessoas, sabiam?!
Cinco Minutos
Foram exatos cinco minutos, dois segundos para que eu notasse o termino, assim cinco minutos de dois segundos. Foram trinta segundos para que começasse, mais trinta para que eu para-se e entendesse que era a hora. Foi um minuto e meio para que eu quisesse ver, sentir, mais trinta segundos para que eu me acustumasse e quisesse perseguir o fim. Foram dois minutos para que eu não entendesse o que havia, para que eu simplesmente notasse e anotasse como o meu corpo reagia estranhamente quando observava coisas diferentes e distintas, foram mais trinta segundos para que eu me perdesse. Foram três minutos para que eu quisesse cantar pra vida toda e rir até morrer entalada numa gargalhada escandalosa, foram mais trinta segundos para que eu jamais esquecesse a face. Foram quatro minutos para que eu me chocasse com o que via, não quisesse compreender, mais trinta segundos para perceber que já havia acontecido e nada mais poderia ser feito.
Foram cinco minutos para me apaixonar por você e mais dois segundos para perceber que não iria te ter.
10 de agosto de 2005
Fingi na hora rir
>>Pensa: De volta a volta da que NÃO foi
>>Sente-se: Bem, obrigadinha! ;)
>>Sonho do dia: Conseguir fazer a invertida sobre a cabeça!hehe
E como todas as coisas que vejo, que descubro me fascinam, como essa vida que não entendo, mas amo. Como essa chuva fina que cai e incomoda os meninas de rua, como todas as fábricas de chocolate jamais existissem: peço que parem!
Parem, olhem, observem cada instante, cada agora, cada nunca, cada pra sempre desse jamais vazio passado. Quero que olhem e escolham, que revejam, que tentem. E como que quase morrendo amem, porque já não sei mais falar de outra coisa se não o amor, e isso se torna cada vez mais inevitável.
Como que se calasse essas mentiras, vivas meu amor. Jure morrer e viver por você e por todas essas coisas injustas que vês. São tantas formas e cores, tantas idéias e formas de expô-las. Queria ser mais sucinta ao dizer tudo o que digo, mais dinâmica, mais diferente, mais objetiva, mais admirável, mais única, mais pra sempre. Como quem só vive por um minuto e tem que dizer tudo nesse um minuto, como quem morre a espera de um milagre e busca a cada dia um novo ser para poder dividir seu amor.E é por isso que digo que não sei, não me pergunte, nem como quem quer saber, nem como quem sabe e quer fingir não saber. Porque sinceramente não sei muito bem explicar essas coisas da vida que dizem viver e sem amar ninguém. Não sei parece especial, não sei parecer linda, não sei parecer admirável, deve ser porque não sou e talvez nunca seja. Mas uma coisa me resta, sei e posso dizer de peito estufado, ar nos pulmões e cheia de ênfase: EU AMO!
9 de junho de 2005
"Eu não tenho data pra comemorar"
>>Pensa: Uuuuuuuu
>>Sente: Nada além de mim
>>Sonho do dia: "Se dê mole eu bejo mesmo" ahahahahaha essa frase é hilária de mais pra mim!
Quantas vidas já tive, quantas idas e vindas. Todos que já me viram, me tiveram, todos que me conheceram, sou única a cada um deles, uma para cada um. Cada novo nosso, um novo seu: a cada ser que conhecemos um novo “Eu” criamos dentro do mesmo. A cada novo eu, quero que você saiba, cria-se um novo mistério e uma fantasia, nesse jogo de acha e acredita. A vida é um jogo de perdas e ganhos, mas nunca de verdades. Disseram-me que iria morrer de tanto rir, acho que morrerei de tanto chorar por esse meu achar que tudo pode ser melhor e que tudo é lindo quando visto lindamente de longe.
“Te ver já não é mais tão bacana
Quanto a semana passada”
E eu sei que nunca perdi nesse jogo de perdas e ganhos, porque nunca tive nada além da minha falsa esperança de viver só. Nunca busquei o sempre sem um fim no fim do dia e a cada dia serei menos nós, porque nós, é só eu. É só mentira, é só amor, tudo amor. Tudo: carinho, medo, sorte... Tudo isso é puro amor. Dizem que falo de amor como se vende bananas na venda e que isso não é amor, mas do que é o amor se não uma bacia cheia de alegria e fala? Cheia de gestos desconexos e erros querendo ser chamados de acertos?
“Vivo num clipe sem nexo,
Um terror, retrocesso
Meio bossa nova e rock n’ roll”
Mas nada disso faz parte dessa minha alma de ajudante de velhinhas perdidas na noite fria do dia dos namorados.
“Não sou freira nem sou puta”
Não sou santa, não quero ir pro altar nem depois de morta, não quero sentir o gosto da pureza, só do amor. Não quero que me confundam com as falsas velhinhas de altar.
“Eu protegi o teu nome por amor”
Não quero que confundam meus erros de amar tudo com os erros de amaldiçoar os seres: o meu amor só cabe a primeira referencia. A mim esse jogo nada mais é do que um tentar não errar, uma luta constante pelo contra da vida amargam, com amor e com tédio de vela sem altar.
"Quando morrer não quero choro nem vela
Só uma fita amarela cravada com o nome dela”
Só os amores. Só os fatos, tudo o que fiz. E não se esqueça de me xingar, isso dá muito prazer, é uma delicia me xingar! Até eu me xingo quando não agüento mais saber dessa existência de vida. Quando já o papel não me cabe, quando nem as folhas infinitas do Word já não me satisfazem mais, xingo-me, bato-me: de fato é satisfatório.
“Nosso crime não compensa”
O meu crime de amar não compensa, não posso ser compensada por amar, nem pelos sofrimentos que isso me causa.
“Vida louca, vida
Vida breve
Já que eu não posso te levar
Quero que você me leve”
Quero não perder tempo com brigar idiotas pessoais, quero me jogar da ponte e sentir o vento me bater: até ele gosta de me bater.
“Meus heróis morram de overdose
Meus inimigos estão no poder”
E isso sim me provoca, essa falta de amor no resto da face terrestre, essa falta de ideologia, desse novo que nunca chega, ninguém mais acha o novo bacana. Será esse o fim?
Ninguém mais cria ideologias, quero ouvir a palavra “neo” pro bem, não pro mal. Precisa-se do novo de novo.
“Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida...”
Quero o sabor da impureza com o sabor do mais puro amor da verdade de não se saber se faz bem viver ou se faz mal em persistir em melhorar essas coisas causais. Saborear sem medo de te recriminarem por fazer arte, por se aceitar, por simplesmente gostar de amar.
“Essas sementes mal contadas
Que já nascem com cara de abortadas”
Essas pessoas “que não mudam quando é Lua-cheia” que não sentem a metamorfose tocar sua pele, esses seres que tem medo de dizerem o que querem, porque provavelmente é algo bem mais estranho que isso que os que têm coragem dizem.
“Vamos pedir piedade...
Pra essa gente careta e covarde...
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem”
Dê-me um pouco mais de amor pra poder dizer a esses seres que somos iguais, e “pra quem não sabe amar e fica esperando alguém que caiba no seu sonho” que eles não precisam se preocupar com o depois, porque ele é tão depois que talvez nem exista. Porque tudo isso que foge do presente também é uma forma de ficar nele: quem foge é porque quer permanecer.
Apreciar o Sol são para poucos, são para todos, mas nem todos sabem usufruir desse bem, desse patrimônio que todos querem, mas ninguém tem, ninguém pode, talvez ninguém mereça.
“Com os braços sempre abertos
Mas sempre sem proteger ninguém”
Porque só reza não faz nada, só reza não tira o burro da lama, nada se salva se não fizer: se é que há salvação pra esse mundo de armações. Eu que não quero comparecer ao juízo final, não por medo da minha sentença e sim por não querer ver a cara de decepção das pessoas com “Deus”.
Esqueçam-me, só me esqueçam. Quem eu já criei, que cultive e quem nunca viu, que nunca ache.
Texto meio perneta, mas tá valendo!
1 de junho de 2005
>>Pensa: Essas coisas demoram
>>Sente: Brisa marítima inexistente
>>Sonho do dia: Ter três horas a mais no dia
Sei lá, às vezes só acho que não mereço e às vezes acho que não é o bastante. Tento compreender essa mania que me persegue de ter sim e não no mesmo pensamento, tento arrumar desculpas para ser assim e não acho. Disseram que me amam, que me guiam, que eu os deixo felizes, disseram que eu sou uma luz no fim do túnel, a última das santas já tão esquecidas. Gritaram toda minha vida numa rua deserta;
Amo-te Deusa dos meus sonhos,
Cristal mais puro dos desajustados e imundos.
Todas falas infames – adoro essa palavra, infame. Infame, é tão sarcástica e misteriosa, fonética curiosa. Infames são as frases que escuto da boca do povo, infame são essas abelhas que correm pra sua colméia como quem corre em direção ao seu macho – todas no período fértil.
Vi as pessoas dizendo - elas falam bastante – sobre assuntos alheiros, debatem claramente sobre vidas, falam das fofocas e fatos como se fossem temas de aula. Elas não têm pudor, isso é bom, é ruim, quase tudo tem seu lado bom e o seu lado ruim – acho que sim.
É coisas sem pé nem cabeça fazem parte
do cotidiano – o meu texto que o diga.
11 de maio de 2005
Caí como flor e se perde como dor
Como flor caí, como dor se desfaz esse desejo de saber viver. Sem saber se junta as verdades da vida que se jogam contra a mesa da cozinha procurando um pouco de água pura: quer se purificar. Ou como desejo que queima se submetendo a experiências, a procura de pão amanhecido e metaforicamente se rege e se ergue como fogo no fim do dia.
Cantei em ruas escuras as vidas futuras, vinguei-me de minha hipocrisia, chutei maldizeres e busquei nos bares novos lares. Quis apenas sorrir, porque era mais um dia que passará, mais uma dor superada, mais uma hora a menos no inferno terrestre, um segundo a mais respirado. Senti nada, entrei em alfa.
Xinguei putas despidas do respeito e cobertas de forças ocultas. Briguei por vidas e mundos mais justos, fiz o que eles disseram que eu faria. Catei papel do lixo como se cata sonhos de mentes inocentes. Observei os olhos de todos aqueles que já beijei e já amei. Pulei o muro em busca de harmonia e sangue seco. Furei protocolos, rasguei cheques como se rasgasse vidas oprimidas. Cultivei pássaros como quem cultiva amor na porta de casa. Reguei os pés como se rega uma vida destruída, como quem não sabe o que lê.
E o que mais terei de ser, ver e viver para ser algo mais que esse universo falso e frio?
Aviso: Não sei viver!
Soube errar, mas sem perder a classe soube beber e nem por isso me embebedar de alccol sujo de pó de mármore. Senti formigar meus dedos calejados das verdades que guardavam. Olhei todas aquelas cartas, como quem olha ouro em mina. Jurei te amar como quem jura morrer e sem saber jurava mais ainda viver só para cumprir minha promessa de amar. Juntei restos dos desertos do meu peito destruído pelas falcatruas do Severino Cavalcante.
Também sei, sei que fui, que sou e que sempre serei: isso. Nada mais, nada a menos, apenas e só isso! Só essas falas toscas, esse rosto mal desenhado, esse corpo fora de forma, essa autoestima de gangorra e essa pele abstrata. Apenas mais um Só e desse Só não hei de passar, pois tão só também é esse meu Só.
E a conclusão que chego é que: Não passo de um Só nada no meio do grande Só de um tudo. Assim talvez faça algum sentido.
20 de abril de 2005
Só um bando de besteiras mal pontuadas
E dizem que isso é viver. Dizem que esse melodrama diário com doses massivas de analgésicos é viver. Dizem que sou louca. Para vivermos sabiamente precisamos de lembretes diários para não nos esquecer que somos a natureza, que somos o tempo ao avesso, que somos tudo isso que acreditamos ser, e que na verdade não somo nada. Não passamos de lembranças alheiras. Não passamos de uns ossos, carne, sangue e um amontoado de órgãos. O que poucos sabem é que isso não é nós. Nós somos tudo isso que pensamos, que queremos, somos a mente, a mente que age. Somos ações. Somos um bocado de ações e reações mal ligadas.
Somos puro suspiro. Porque a vida é frágil e incerta. Ela não é correta, não é infinita. A vida é o que deixamos, o que fazemos, o que pensamos e propusemos.
O amor também dói. Também é ódio. O ódio é uma forma de amar escondido, é uma forma de se preocupar. Um dia disse que odiava, disse que odiava porque era incapaz de dizer que amava, então disse que odiava.
E tudo isso, o que é?
O que é tudo o que escrevo? Tudo, não passa do mais puro nada simbológico, da mais pura incerteza de ser compreendido e respeitado. Minha inspiração é turbulenta como as águas que correm para sua afluente, em busca de conformo, de abrigo, de sucesso... Temos que ser mais, existir mais!
Eu tenho que fazer mais, lutar mais, brigar mais, gritar mais!
O que tenho é só uma perna engessada, é só um pé torcido e um cabelo desbotado. O que tenho dessa vida e o que levo dela? Se todo mundo pensasse...
Tem muita gente por aí que gosta de ler. Lê qualquer coisa, conhecimento?
Negativo. Eu leio o que quero, quando quero e quando quiser. Eu falo o que quero, quando quero e se quiser dizer algo que ache que de fato pode vir a fazer alguma diferença ou reação, a não ser que o que queira dizer não tenha nenhuma conotação. Não gosto de político que fala “difícil”, só quer confundir o povo. Eu falo as palavras que podem ser mais bem entendidas, sejam elas simples ou complexas, afinal de contas qual a diferença entre elas?
As pessoas dormem, é inevitável, é inevitável sonhar, seria então a resposta para o entendimento dos seres, sonhar? Apenas sonhar, concretizar sonhos, sonhos, porque todos são possíveis e impossíveis, só cabe a nós decidir o destino de tais.
Uma vez, disseram que eu ouço demais, que eu tenho uma capacidade mais que normal de ouvir. Ouço o que falam comigo, o que falam com o vizinho, o que falam com o padeiro e tudo ao mesmo tempo. Ouço por três, quatro, cinco ou um. Ouço tudo o que consigo ouvir, organizo tudo em minhas idéias, na minha mente, guardo tudo como ouro bruto, depois quando preciso, lapido o ouro para que possa viver, agir, fazer o sonho se tornar real se assim for desejado.
É que nem mentir, todo mundo mente, mentiu, vai mentir, não tem como, nem quando, nem onde. Mentir faz parte de toda a vida, da esfera terrestre, do sangue. Os animais irracionais também mentem quando lhe é conveniente, mas são muito mais verdadeiros do que os homens que os castram e os domesticam. Tudo isso é covardia! Covardia é medo, que nem aquele medo de dizer que ama e diz que odeia, que nem o medo de viver, agir, concretizar sonhos. Temos medo de ver ou sentir a verdade, porque na maioria das vezes não sabemos se será mesmo dessa vez que descobriremos a verdade, por que o que é verdade? Pode ser a verdade do sonho, a verdade da mentira, a verdade da covardia, a verdade do amor, a verdade do ódio, a verdade do louco, quantas faces tem a verdade? Será a verdade é a mais falsa de todas as mentiras? Porque se tens tantas faces não há de se estranhar tal questionamento. Ou será apenas um direito de escolhermos entre todas essas verdades e faces a nossa verdade, a nossa face?
Verdade, vida, ódio, amor, mentira, ação, mente, carne, ossos, tempo...
O que é tudo isso?
17 de abril de 2005
Eu & eu
Um pouco mais de 16, um pouco mais de gordura, de hipocrisia e medo. Muito mais conto e menos magia. Não conseguiria contar nos dedos quantas pessoas ou amigos me “trairão”, não conseguiria chorar ao lembrar de tudo, foram tão baixos e insignificantes. E todas as besteiras que fiz, foram tantas, tantas vezes menti pra mim ao pensar que era fácil viver. Que o mundo sempre estaria ao meu dispor. Até que um dia eu acordei, acordei e percebi que perdi muito tempo e tempo, tempo não volta, tempo não te retorna. Houve vezes que pensei que nunca mais conseguiria olhar pra mim de frente. Pensei que havia sido tão fraca que não merecia segunda chance, não merecia acordar e ser contemplada por esse Sol que nunca se exausta. Lembro-me das convicções, dos sonhos idiotas e egocêntricos, das lamentações que costumava fazer e não sei como me aturaram.
Às vezes acho que fizeram um estupro mental comigo. Afinal, foram de fato selvagens e impiedosos e eu ingênua demais ao acreditar que poderia salvar aqueles animais que por sua vez não eram irracionais. Por quantas e quantas vezes pensei em fazer coisas que eu nem sabia como faze-las. Deturpei-me para os outros. Era-se incapaz de ver a verdade em mim, no meu olhar só havia... Vazio. Era oco. Pensava ver coisas que não era, pensava conseguir coisas que não queria conseguir de fato. Não era Eu!
Não esse Eu que agora sei que é meu, que é o meu Eu verdadeiro. Antes gostava do preto, acho que me identificava com ele, porque tudo pra mim era escuro, não via. Não via onde estava nem pra onde ia. Agora tudo é branco, é branco porque é claro que sou Eu, é branco porque agora é verdade, não é mais uma deturpação, sou limpida e clara.Agora o que resta é puro Eu.
30 de março de 2005
Não, eu não sou do tipo que olha pra trás e sorri
>>Escuta: End It All - The Queers, versão
>>Pensa: Fucking
>>Sente: Repugnância?
>>Sonho do dia: Dumrir, MUITO
Bela Merda
Bela merda, lá vem ela feliz;
Bela merda, lá vai a puta feliz;
Bela merda, lá se vai minha vida feliz.
Bela merda, já se foi o tempo do ser;
Bela merda, já não se sabe mais vencer;
Bela merda, já não sei mais se ainda amo você.
Bela merda, ela olho pra trás e chorou;
Bela merda, ela sabe que te amo, sabe que te odeio...
Bela merda, ela disse chorando pelos cantos.
Bela merda, queria gritar;
Bela merda, queria te xingar;
Bela merda, queria te amar.
Bela merda, eu só sei perder;
Bela merda, eu não sei mais correr;
Bela merda eu: Que só perco e nunca acerto
o alvo do coração.
27 de março de 2005
Bitoukos...
>>Pensa: Caraca, mas como eu quero!!!
>>Sente: Ssssssssssss...
>>Sonho do dia: cchhhuuunnnnnn
Será mesmo que existe?
Será mesmo que existe esse tal garoto lindo, inteligente, simpático e levemente deturpado e com errôneos traços? Será mesmo príncipe ou um sapo disfarçado? Será ele; ele tão meio tímido, meio simples, meios sofisticado, meio afobado, meio eu e eu meio ele? Será ele aquele perdido nos meus sonhos noturnos em preto e banco? Ele que por mais de diversas vezes eu sonhei que nunca beijaria e falaria “Eu te amo”. E eu que me seqüestro pra não pensar que não sei como é viver sem você. Sei dos desafios, dos erros que irei cometer mesmo antes de me envolver, sei que não serão poucos, sei que nada disso um dia valerá e que tudo será esquecido. Também sei do nada que de nada se sabe e de nada sei desse amor tão repentino e estúpido por esse seu rosto “belo”.
Sei que quando deito ainda pensando em você e sonho sem saber porque que te beijo e nunca senti o gosto da sua saliva. Será que irei gostar, ou desprezar? Mas não, sei que vou gostar, já que seu defeito é meu deleito e seus braços são meu ninho que de tão frio e seco se torna úmido e quente de tanto apelo por teu amor que já não sei se é tão raro e ingênuo. Será mesmo que existe esse menino de rosto fino e traço firme?
PESSOAS
Nada que diz nesse texto se refere diretamente a mim, meus textos são apenas idéias desconexas, não se refere necessariamente aos meus sentimentos!
***Feliz Páscoa!
24 de março de 2005
Mitologia Chinesa
>>Escuta: Is This It - The Strokes
>>Pensa: Será que vale a pena?
>>Sente: Que não sabe o que sente, ou sabe e não quer dizer?
>>Sonho do dia: Nadar sozinha em uma piscina aquecida
A gente que
Queremos estar juntos solitariamente. Nós queremos ser amados, mas não queremos nos dar ao trabalho de amar.Somos todos injustos e prepotentes, todos inúteis e insuportavelmente únicos e necessários.
Se um dia você souber a fórmula perfeita de amar não conte a ninguém: estará errado ou totalmente egocêntrico.
Não sei como te justificar o não mais querer, ou até mesmo o pertencer. Não sei como dizer não. Só queria poder nadar, poder correr, brincar e talvez até amar. Não quero mais dizer não.
Não sei mais como dizer que não sei o que fazer, não sei mais se quero amar, ser amada, então irei apenas tentar viver.

Andava pensando como é doar, como é ser e depender. Como é sofrer sem saber se dará certo. Estava pensando em como busco coisas sem que perceba.
Como o monopólio e o agrotóxico me dominam e contaminam sem que eu me dê conta. Se eu ao menos pudesse dizer, escolher, ver e perceber. É assim que as coisas são, exatamente assim: confusas, exatas e primogênitas. “Tudo é belo” já dizia o meu presidente, tudo que se faz belo e se deseja belo é belo.
Fazer escolhas nunca foi um ato merecedor de um ser que anda e pensa, nunca foi um ato de privilégio e exatidão. Queria eu lhe dizer que o que sei mal sei e o que menos sei é o que mais tenho conhecimento. Sabe-se que o que sei não passa de um pouco de passado adicionado com muitos erros.
Quase todas as vezes que disse e desmenti sem que acabasse a frase fui fraca, tão fraca que não pude completar a verdade anterior. O mundo é feito dos burros e porcos, dos meninos e mendigos, dos fracos e oprimidos, dos vendidos e corrompidos. Quem me dera ser mais uma fascista sem vida, quem dera eu ser mais um vegetal na cama de hospital, quem dera saber que a verdade cabe a mim e que a verdade é bela.
21 de março de 2005
Perdida no mundo de Peter Pan
>>Pensa: Eu estou perdida dentro de mim mesma
>>Sente: Como pode?
>>Sonho do dia: Descobrir o que realmente quero
Ou as coisas vão dar MUITO certo, ou MUITO errado.
Às vezes me lembro dos velhos ensinamentos, dos velhos erros e acertos que como sempre menores que os erros. Correria, muita correria, muitas coisas para serem pensadas e concluídas, muita responsabilidade, muito amor para ser botado a prova, muitas vontades que não são exercidas, muita distancia alcançada e pouco vinculo.Escolhas, deveres...
Às vezes apenas olho pela janela com a esperança de que tudo mude e você diga pra mim que esse mundo não me pertence e que as pessoas não são tão ruins quando eu penso que ela tem o poder de ser e serão se essa oportunidade lhe for dada.
Tenho medo dessa sociedade, tenho medo do que irei ver e terei que vivenciar. Sinto medo pelos meninos de rua com os pés descalços no chão e por esse meu desafeto com a vida tão injusta e fatídica.
Ontem eu chorei tanto, tanto que pensei que meu pulmão fosse sugar meu coração. Chorei porque não tenho mais infância e brinco de ter infância. Não posso e nem consigo assumir que eu não posso mais ser criança.
Eu queria ver meus amigos e contar todas as novidades, brincar de tomar chuva na saída da escola como fazia quando ainda tinha infância...