23 de fevereiro de 2011

Do Elementar

Pra matar a saudade, uma prosinha crônica poema (poesia?) louca de tudo que começo e não termino de ler.


De que você é feita? De água? Fogo?... talvez ar!?
Não é feita de nada
Não foi feita
Ela foi indo
Nascendo de si própria
Das coisas que viu, leu, rasgou


Constituída de uma dor
Essa dor, sabe
Essa dor que só quem é capaz, sabe que dor é essa
Porque essa dor, é um dos momentos em que
A energia do universo alinha-se com a sua
...Bergson entenderia.
Ela não está pronta
Ela está lá, aqui, e nem está... vai saber?
Ninguém sabe onde ela realmente está


Você pode prende-la 
Dentro de uma caixinha
Deixa-la no escuro
E quando abrir
Seja quando for
Ela certamente, não estará lá.




Ela é o elementar.

22 de fevereiro de 2011

Da arte de viver a vida (Manuel Carlos #feelings)

Eu pessoa que sou, pessoa que sempre fui, ao longo dos anos acumulei sábios conhecimentos que irei compartilhar com vocês, reles mortais. Espero que apreciem com moderação e dêem o devido valor:


Os 10 mandamentos de uma Metamorfose Ambulante:


1 - As pessoas VÃO falar mal de você e farão crueldades com você, nunca se vingue, eu sempre dei risada depois sem mover minha busanfa do sofá. A verdadeira vingança bacana, é aquela onde prova que aquela pessoa era uma merda mesmo e se fodeu sozinha, previsível!. 


2 - Paixão é paixão, estar afim é estar afim, lance carnal é lance carnal, química é química e amor NÃO é nada disso. Entendeu? Não confunda as pessoas, não saia por ai namorando na primeira semana e dizendo "eu te amo", a pessoa acredita, não faça!


3 - Não pague faculdade, não vale a pena


4 - Tudo SEMPRE pode piorar e muito, mas se você estiver na fossa, curte sua fossa, assim ela vai embora logo e tudo melhora, porque melhora, se não melhorar se mata.


5 - Independente do grau de parentesco, é SÓ uma convenção social. Se nêgo te fode e é teu irmão, tia, primo, vó, sei lá que porra, não importa... Te faz mal? Saí fora, se salva filhote! OU tenha sangue de barata.


6 - As aparências não enganam elas iludem e fodem com a sua vida. Cuide SIM da sua imagem e reputação e saiba o que dizem sobre você, porque não adianta você se achar a Marilyn Monroe, e todo mundo achar que você é uma biscate baixa e filha da puta.


7 - Por favor, não minta, sobre você, não minta. Nem para si mesmo, não vai te levar a lugar algum além do que você está.


8 - Se entregue, arrisque, fale quando achar que deve e se cale se não sabe do que está falando.


9 - Faça as coisas por amor, mas se a razão estiver CLARAMENTE dizendo que vai dar merda, não faça, tá?


10 - Todos nascemos sozinhos, temos companhias, pessoas com quem compartilhar: família, amigos, marid@... Não importa, você ainda é sozinho. Só VOCÊ é responsável por si, pelo seus atos, pela falta deles e principalmente, o caminho que trilhou e irá trilhar. Ninguém pode fazer seu vestibular por você, ninguém pode acordar todo o dia e trabalhar por você. Lembre-se: Você é e sempre será sozinho, e tudo bem. #todoseh




BJO da Tia!

21 de fevereiro de 2011

Episódio de hoje: Gosto Muito do Mundo

Mas as vezes eu não gosto MUITO do mundo, mas isso fica para outro post.

Eu gosto MUITO do mundo por três motivos (eu acabo de esquecer um, mas até o fim espero lembrar)

1) Eu gosto muito do mundo quando você vê aquela vaca da sua escola, que era da sua sala... sabe aquela recalcada invejosa? Essa mesma, que só conseguiu pegar tanto (ou não) cara quanto você depois dos quinze porque começou a ir em micareta (todos faz careta)? EXATAMENTE. Ai, o mundo gira, o tempo passa, a INTELIGENTONA, vai pagar faculdade, e a garota problema aqui, vai fazer federal e olha, bjo por pagar a minha faculdade, viu? BJO! Mas como eu gosto MUITO do mundo tem mais. Passa mais uns anos e a GOSTOSONA, se forma, porque, né... Ela entrou na particular antes pra já começar a pagar antes a minha faculdade e ai, o ser humano, tem a capacidade de fazer eu gostar MUITO do mundo. Por quê? Momento discrição porque não quero ser acusada de nada:

1,55 cm
pelo menos 75kgs
A MESMA CARA DE QUANDO TINHA 11 ANOS
E o MELHOR, vestido laranja amarelado que brilha sei lá como
MELHOR: A cara brilha MAIS do que o vestido
E o BRAÇO dela chama mais atenção do que as teta de gordura (pq só assim pra ela ter teta)
Resumo: GOSTO MUITO DO MUNDO

2) Ainda nos tempos remotos da 5ª série, existia um menino muito bonito, com um nome maldito e que ainda bem parou de me perseguir (mas ninguém mais me persegue....), de um signo maldito, que todas QUERIA. Eu, pequena criança, também queria aquele loirinho (loiros, sempre eles, malditos). Tudo bem, como tudo nessa vida, o loirinho maldito também me quis e até quis namorar. Pausa: Quem quer namorar aos 11 anos?????? OI?
Voltando.... Você re-contra o loiro maldito aos 14, pega; aos 17, pega and é bulinada; aos 22 ele descobre que você está solteira e pensa: Ah, agora vô me dá bem, não é mais virgem, não vai ficar de frescura, finalmente vou traçar. Incapaz que é, em menos de 10 min de conversa me manda: Liga a webcam. uaheauehauheauheuaheuhauehauheuaehuahuehua sim, eu comecei a gargalhar, sabe por quê? Você vai entender na minha resposta: Sério que você namora há sei lá quantos anos, fica escrevendo coisas de jesus no orkut, e ainda tenta come a mesma mina há 11 anos? MESMO? Vai ficar querendoo!!! BJO!
Resultado: Gosto MUITO do Mundo

Viu? Lembrei! Bazzinga!

3) Ai eu gosto MUITO MUITO MUITO do mundo, porque eu descobri ainda pitica, no ensino fundamental, que quando a gente é bonzinho e reza pro papai do céu que nem a Xuxa me ensinou, as coisas boas retornam. Essa história demora a vida pra contar e isso aqui não é Skype, dae eu vou resumir da forma mais esdrúxula que eu encontrar.
Eu, 16 anos, gata como sempre e ainda magrinha. Festinha da amiguinha (Portuguesa) da escola pública que eu estudava, na casa dela, ÓBEVEO. Dae, cola o vizinho da frente, Chileno.... ai cê já pensa "carai, tô drogada ou o mundo tá rodando rápido?" Não, isso é SP. Ai fiquei afins do chileninho, ele de mim, mas sei lá pusquê não peguei o chileninho. Ai um dia ae, agarrei o chileninho do nada, dei um pega saí fora, mas tô afim. 
Ai uma vaca da escola me fode contando mentira, ai o chileno não me quer mais. Ai eu vou na casa do chileno e WOW, de onde saiu esse abdômen? E o peitoral? Tô passando mal, mas tenho que me explicar pra salvar ele pra mim, né. Não salvo. Ele diz que acredita em mim, mas não salvo. 
Essa merda já tá grande de mais e ainda tem MUITA história, vou esculaxar mais um pouco...
Dae perco contato, filhote casa, descasa, é amigo do irmão do falecido (na época atual) = climão. Vira falecido, chileno, volta para o chile (que bom, né?) e seis meses depois.... tô eu aqui, flertando com o Chileno de quando eu tinha 16 anos, que já casou, desquitou, amigo do irmão do falecido (q não era) e GOSTO MUITO DO MUNDO! 

Porque a moral da história é, como diria querido e saudoso Sérgio Malandro: "A vida é uma roda-gigante, cheia de altos e baixo, vômito, reviravoltas e retornos"

BJOOOOOO

20 de fevereiro de 2011

Da incapacidade humana de ser digno

Oi, meu nome é Sacha, tenho 22 anos, sou bonita, ou pelo menos ok. Engraçada, culta e sarcástica. Ah, e o melhor, campeã de "bolo". É, pq assim, o MELHOR de tudo, é que eu tomo "bolo" pelo simples, SIMPLES fato do medo masculino, bacana, né? 


1º Bolo: O primeiro bolo foi uma coisa tão SEM EXPLICAÇÃO no universo, que sei lá, é SEM EXPLICAÇÃO NO UNIVERSO. Mas a MELHOR parte, MESMO é quando no dia seguinte cê liga pra casa da pessoa (pq no cel ele não vai te atender gata e se você quer sair por cima TEM que mostrar que o cara é um idiota), a mãe atende, desmente tudo o que ele iria contar. Porra, fala, aê? Ai, vc fala "então eu estou viajando? Se é assim, sua mãe é louca ou é mentirosa por capricho, escolhe" Ai a pessoa não tem o que dizer e é assim que um idiota sai da sua vida e vai namorar a pessoa mais feia e gorda que poderia. BJO!


2º Bolo: No caso, o de hoje. Sabe gente que tem medo do medo do medo de ter medo de alguma coisa que nem sabe o que é? Meu bolo! É, a pessoa tem medo de um medo que eu não sei de que medo se trata e to nem ai pro medo dele, pq assim, eu só queria MESMO era ir pra balada e me jogar COMO SEMPRE FIZ! Mas, né? A pessoa tem um medo do medo do medo de medo que sabe.... não, não sei. Faz assim, fica com o teu medo que eu vô ali ficar com a minha dignidade e beleza, tá? Tá.




E já que estamos falando desse tema LINDO, vou prosseguir....


ADORO muito essa gente, pq é uma gente mesmo, é um povinho que sei lá de onde saiu, que trauma teve na infância que tem um medo de tudo que lhe parece agradar. Ou de tudo que lhe pareça possível. Oi? Em que mundo você vive? Sabe, uma gente que gosta da sua companhia, mas te evita pq sabe, né.... tem medo. E se VOCÊ se apaixona, OI? Ou PRINCIPALMENTE e se essa pessoa se apaixona por você??? AI QUE MEDA! 
É de uma capacidade sem fim de ser um bosta, é da arte de ser um bosta. É o tipo de gente que deveria andar com uma plaquinha escrito: BOSTA. Pq assim, poupava o trabalho alheio de descobrir, né? Quer ser bosta? Super te incentivo, vai lá, vai mesmo, pra BEM LONGE de mim!


SEU BOSTA!

14 de fevereiro de 2011

Como Quadro

Enfim, o que dizer?


O que dizer desse mundo de desgosto, de falso interesse?
O que dizer?
Digo: abri mão
Abri mão de tudo, e não me olhe assim
Porque se eu não abrir mão de tudo, quem sou?
Abro mão dessa vida que não se leva e nem traz
Do mundo que não te encanta e engana
Não, não... não sou só eu
Não é só a mim


O conhecimento é uma merda
E sentir, nem sei...
Não sei como sobreviveu
Foi por pouco tempo, mas como sobreviveu?
Me dá a dica?
Não tem


Só tem um monte de palpiteiros
Que dizem coisa com contra coisa
Desdiz, diz de novo
E todo mundo quer te falar a fórmula
Que não existe
E todo mundo quer dizer quem é você


Mas
Você sabe quem sou eu?
Sabe?


Duvido muito.
Porque ninguém sabe quem é quem
E eu, eu tenho muitos segredos
Não mais, nem menos
Mas muitos


E se revelar todos?
O que vai acontecer?
E se você revelar todos os seu segredos?
O que vai acontecer?


Do que, afinal, estamos falando?
Claramente, é desse abstrato que move o mundo
O problema é:
Esse querer de NORMATIZAR o abstrato,
Mortalizar o abstrato


Eu quero SER o abstrato.




E dane-se.

11 de fevereiro de 2011

Back to Black

Essa é a terceira fase da minha vida que começa. A primeira foi aos 11 anos, quando me dei conta do mundo, dos problemas sociais, pessoais, da complexidade da vida e do entendimento de TUDO. Depois foi aos 15, quando já compreendia melhor que nunca iria compreender tudo isso, e resolvi ser alguém séria, me distanciei do meu próprio eu. Quando digo eu, é esse que me faz viver, curtir, amar e levar tudo na flauta, sabe? E agora, aos 22 anos (2011), começo a minha nova fase, num misto de primeira com segunda sabendo que não sou mais uma adolescente, que só sonha esperando o amanhã, o amanhã já chegou, e é AGORA! Mas também querendo desfrutar das sensações, dos momentos, porque no fim, é só que vale a pena.

Por isso, vou voltar a escrever nesse blog, mas bem diferente do que era antes. Verdade seja dita: escrever me faz olhar para dentro e decifrar de improviso o que está e não, o que é.

Tomar as rédeas da minha vida de novo, não foi tarefa fácil, ou decisão fácil. É muito cômodo viver um sonho que não é nosso, deixar a vida te levar para qualquer lugar e dane-se. A verdade é que precisamos tomar decisões, até das mais simples afinal, são elas que realmente definem nosso caminho.

Eu tenho 22 anos, estou terminando a minha faculdade de ciências sociais na Unifesp, desempregada há mais de 8 meses, com o nome sujo e uma dívida de mais de R$ 4.000,00. Essa é a minha realidade. Namorei muito tempo, o que foi o meu bem e o meu mal e agora, sou só eu de novo e a redescoberta, foi agradável. Como é bom poder nos admirar e amar.

Fiz viagens que mudaram completamente meu modo de agir, pensar e estou prestes a fazer mais duas em poucos dias: Bogotá e Orlando. Depois? Depois é cair na realidade da faculdade, sair de casa (finalmente), limpar o meu nome e arranjar um emprego que consiga pagar minhas bebedeiras, comidas e aulas de canto.

Nasci assim, pro mundo. Já nasci sem ninguém, mas sem ninguém mesmo, não sou órfã, mas é que sempre fui independente (menos quando estive namorando e doente, né). E agora, que a Sacha é a Sacha de novo: viva, envolvente, inteligente, sincera, impulsiva, exagerada e intensa; mas que já passou por muito perrengue nessa vida e psicotrópicos, vou tentando achar a medida.

Nunca quis levantar bandeira de nada, quer dizer, levanto bandeira de feminista (que sou), do movimento LGBT, gênero e de tudo o mais que eu achar que não faz  sentido de ser.

Esse ano, saio do meu casulo, boto a cara no mundo e vou dizer, SOU CANTORA! E ciências sociais, é o meu plano B.

É bom viver, é horrível sofrer. E só enquanto estiver viva poderei fazer tudo o que sempre quis e planejei. Não deixo nada, nem ninguém pelo caminho, nessa cabeçinha, cabe muita coisa e eu abraço o mundo, mas vai ser um de cada vez.

Amo quem amo, não odeio ninguém, perdôo todo mundo, SEMPRE. Mas gente que não me fez bem = OUT. Quero só o que for do bem, do bom, do amor, da sinceridade, o que for da alma.



Até breve.

8 de novembro de 2010

Saudade.

Não há o menor sentido e explicação, embora haja inumeras contas prováveis que te levarão a um resultado nada exato e excelente. Eu não abandono, nem quando deixo. E por isso, as coisas foram ficando embaçadas, iguais ao espelho depois de um banho em uma noite fria. Depois disso, você apagou a luz do banheiro e saiu sem rastro. Eu fiquei, presa, embaçada no breu. Não fui, não voltei, fiquei, permaneci. Imersa no universo do inconstante, do paralítico, porque era incapaz de prosseguir os pensamentos, os sentimentos: apenas a loucura, essa prosseguia. Depois de algum tempo indeterminado, abri a porta do banheiro, vi em fim um feche de luz, a fumaça vazar, tive medo. Abri um pouco da janela e senti frio. Foi isso, frio, vapôr, feche de luz, breu e finalmente, solidão. Quantos passos restam? Tenho de percorre-los, tenho mesmo de continuar nessa trilha que não tracei? Devo mesmo ser a mesma? Devo, devo porque não sei, desconheço outra, na realidade, conheço muitas e nenhuma delas me agrada.

Finalmente abro a porta por inteiro, a luz não indica nada, não é nada, volto. O escuro, o desconhecido parece-me mais seguro, camuflado, escondido. Fecho a janela, não tenho com quem me acolher e sinto frio. O mais estranho é que na pele sinto um frio que queima, e no centro do peito um forte calor que congela o meu coração: não quero seguir, não quero ser assim. Enfim, levanto, destemida e saio daquele banheiro desconhecido em que você me convidou. Vou andando, não sei para onde, não sei porque, não sei por quem, não sei. Mas sei que vou ficar assim, permanecer os mesmos sentidos, vou amar sempre, tudo, todos. Saudade sim, que bom; tristeza tem de acabar.



27 de maio de 2010

Entre mim e Ele.

Você ainda tem o mesmo olhar, pode não parecer aos outros olhos, mas o fato é que sim, você ainda tem o mesmo olhar. Você ainda me olha com essa forma discreta de dizer “vem me ajudar”, essa forma de dizer “preciso de você”. E quando você me olha assim, com esses seus olhos lindos, azuis que brilham e ofuscam a verdade, sinto a conexão. Porque a verdade é que você ainda é aquele menino, que só queria fazer o que mais gosta. Você conseguiu. Você faz o que mais gosta, você é reconhecido por isso, talvez nem tanto quanto mereça, mas é. Mas e então, ainda assim, você me olha com esse seu jeito dizendo “olha, eu sou tudo isso, gosto disso, mas não me deixa só porque eu ainda tenho medo do escuro, não tenho respostas, e ainda não vivi, e pareço não poder, viver o simples.” Com seu olhar cansado, com tudo isso que vejo, todo esse seu jeito lindo de me mostrar as outras parte de você. Sabe que, não vou te deixar só. Vou te abraçar, sem dizer nada, depois, te olhar e completar, abraçar sua alma para que não mais se sinta sozinho, vazio e sem respostas. Percebo que o tempo te fez mais triste, o que houve? Você não imagina, nem desconfia o quanto gostaria de eliminar isso de você. Mas você ainda não me conhece, nem me imagina, mas eu te amo, te conheço, te quero, sou sua desde o primeiro instante. Te espero, não, não te espero, vou ao teu encontro e quando nos encontrarmos, você vai saber quem sou eu: um olhar.

7 de maio de 2010

branquinho no banquinho.

O que importa é que daí, eu posso assistir Glee, cantar, chorar, gritar, aumentar o som, conversar dentro de mim, pensar o que quiser, como quiser. Porque tudo pode ter limite, a liberdade pode não existir, mas dentro de mim, tudo o que quiser ou deixar, vai existir transbordar, viver, reviver e se criar.
É que é assim, por mais, mais que eu queria sentir os outros, porque de mim já estou cheia, adoro ficar de papo com meus outros heterônimos e brincar de sonhar e ser feliz sabendo que esse mundo não existe. E mentir para tudo dentro de mim. Parar cenas e fotografá-las: é o que faço quando fico sozinha. Quando me esqueço e sou só ser que vive e puro "it". Esse "it" é de viver a vida assim, aberta, simples, sem medo, preconceito e paranóias. Mas é que também às vezes tudo isso vem junto, porque também existe o meu outro lado, meio louca, meio canalha, meio mentirosa, meio fraca, meio mal educada, meio assassina, meio tudo de ruim que a sociedade prega. Porque no fim, não quero ser nem tudo de ruim, nem tudo de bom, quero ser o livre, como sou dentro de mim. Quero ser "it" puro dentro dos livros e músicas. Quero só ter o presente como lembrança e sentir todas as partículas da vida me tocar. É que isso não é poesia, isso é minha vida. Meu jeito de dizer: não façam isso. Meu jeito meio Álvaro de Campos de dizer "Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho." É meu jeito de ser sozinha no coletivo do mundo de possibilidades infinitas dentro de mim, da forma que quiser ser, na hora que quiser e o mais importante, para quem eu quiser: ser.

8 de fevereiro de 2010

8 anos blogando.

Este blog é para ninguém e se você está lendo agora, deve ou deveria saber. Tenho blog desde que minha mãe comprou computor pra casa. E eu tinha que usar internet discada. Isso foi em 2002. Desde então tenho blog. Já tive em VÁRIOS lugares, mas os mais duradouros foram no weblogger e aqui, no blogspot. No início, eu era tão viciada, que aprendi a mexer no meu próprio layout do blog e vivia mudando várias coisas. Hoje não me pergunte nada, porque eu não me lembro de mais nada dessa linguagem nerd que deixei para trás.

Eu sei que na semana do meu 21º aniversário de vida, eu tento relembrar quase 10 anos publicando minhas babaquices e proezas na internet. Escrevo desde os 11 anos. Claro que escrevo muito antes disso, digo escrever com consciência de querer publicação, ou desabafo pessoal. Enfim. Comecei escrevendo poemas quando encontrei perdido em casa, um livro comemorativo do jornal “Folha de São Paulo” reunindo os mais famosos poemas de Vinicius de Morais. Eu até concordo que Vinicius de Moraes não é literatura para criança de 11 anos, mas eu li e AMEI. Desde então, defendo sempre que posso esse “poetinha”. Mas continuando a minha história, foi então, depois de ler o grande poeta, que eu comecei a escrever poemas. Que, aliás, foram todos perdidos quando minha mãe, sem me consultar, jogou fora meu fichário da 5ª série. E eu chorei muito. Eu só me lembro que todos os poemas falavam de amor. Depois disso, ainda antes do blog, mantive minha dieta à base de poemas, mas comecei a ler também outros poetas. Só sei que quando fiz meu primeiro blog, com 13 anos, não publicava poemas ou os textos que eu havia acabado de começar a escrever. Eu falava de como eu odiava a minha vida, acontecimentos do dia e música. Cheguei até, em um dos meus blogs, a ter um layout do Kurt Cobain. Só aos 15 anos, quando li meu primeiro livro inteiro de gente grande e sem ser de poemas, passei a escrever no blog o que eu já escrevia há algum tempo, mas tinha a MAIOR vergonha de publicar. Esse livro que fez com que eu tomasse coragem foi, nada mais nem nada menos, que “Água Viva” da mulher que eu mais admiro no mundo, Clarice Lispector. Foi quando eu li esse pequeno livro, que entendi que o tipo de forma que eu uso desconexa e transparente da alma, era literatura. Claro, não estou comparando meus textos ao da Diva. Jamais. Desde então publico neste mesmo blog um misto de tudo o que sempre fiz nos blogs. Poemas + Diárias + estiloclariceindescritiveldaalma.

É que quando sou eu que escrevo, não sou eu quem falo, só escrevo.
Porque quando junta Vinicius de Moraes, Ramones, Nirvana, Clarice Lispector, Riot Grrrl, Johnny Cash, Mia Couto, mais muita futilidade para conseguirmos levar a vida, dá em mim. Eu sou tudo de intenso que tenta ser o equilíbrio, mas se perde na mentira dos outros, porque verdade, é só a nossa, a de cada.

Hoje, não escrevo para mais ninguém, talvez um dia volte a escrever. Hoje, só escrevo para mim. Para eu saber que escrevi e não corro o risco de perder uma das poucas coisas que há de bom em mim.

Obrigada a quem ler.

4 de fevereiro de 2010

tempo.

“E o bom e velho gosto de romance antigo, é sempre bom de recordar”

Sinto saudades de tantas coisas, tantas pessoas, tantos cheiros, tantos sentidos. Queria tanto ter dito, ter gritado, ter beijado, ter sacudido. Fiz, fiz muitas cosias, fiz tudo o que fui capaz naqueles momentos, muitas vezes, até fui além. Mas entendo, entendo que hoje não tenho mais medo, mais vergonha. Mas se eu ainda assim pudesse reencontrar algumas pessoas, perguntar os “porquês”, se....

Não sei se nasci para fazer parte de outra vida, às vezes parece que essa minha já são tantas, tantas que será impossível fazer parte de outra, viver mais uma, ser o que outra vida quer. Complexo. É difícil assumir algumas coisas, como sei que é difícil para algumas pessoas terem de me ver, é como se elas se re-vissem.

Hoje, do que mais sinto falta é de tempo, tempo para me viver. Há muitas coisas dentro de mim ainda a serem vividas e para isso, só preciso de tempo, é só do que preciso.

Um dia, um dia serei essa, essa ai. Não sei quando, como, onde, mas serei. Me falta, tempo.

Talvez eu vá, e não volte.